Ibovespa bate nos 164 mil pontos, mas o rali não acabou: Empiricus aponta que ‘o gatilho doméstico ainda está por vir’; veja 10 recomendações da casa para dezembro

De olho no próximo “gatilho” da bolsa brasileira, Larissa Quaresma, da Empiricus, recomendou 10 ações que podem “surfar” a próxima “pernada” de alta dos ativos domésticos O Ibovespa segue firme na trajetória de renovação de máximas. No pregão da última quinta-feira (4), o principal índice da bolsa brasileira chegou a bater nos 164 mil pontos e já soma uma alta acumulada de 3% nos primeiros dias de dezembro. No ano, o desempenho também impressiona. Quem decidiu apostar nas ações brasileiras, teve a oportunidade de buscar uma valorização acumulada de 34%. Uma performance robusta, especialmente considerando o contexto de incertezas fiscais e juros elevados. E, ao que tudo indica, este deve ser apenas o começo de trajetória positiva da bolsa. Segundo Larissa Quaresma, analista da Empiricus Research, “mesmo na máxima histórica, a bolsa segue barata”. Ela aponta que, apesar de ter ultrapassado os 160 mil pontos, a bolsa segue negociando abaixo da média dos últimos 10 anos sob a ótica do indicador de Preço sobre Lucro (P/L). Mas isso pode mudar em breve, pois o principal “gatilho” doméstico está prestes a ser disparado. Neste sentido, a analista apontou 10 ações para comprar agora e se preparar para “surfar” a valorização do próximo gatilho das ações brasileiras. ‘Gatilho’ decisivo para a bolsa pode ser ‘acionado’ nos próximos 53 ou 102 dias Larissa Quaresma explica que, ao longo de 2025, o que movimentou a bolsa brasileira foi o fluxo de investidores estrangeiros em busca de diversificação. Ao todo, os gringos aportaram R$ 29 bilhões nos ativos de risco domésticos. De acordo com a analista, esse fluxo deve continuar. Isso porque os Estados Unidos já começaram o ciclo de flexibilização monetária por lá e, ao que tudo indica, deve seguir reduzindo os juros. Assim, diante da iminente queda das taxas dos títulos do Treasury, os investidores estrangeiros são motivados a buscarem ativos com maior potencial de retorno, como os oferecidos por mercados emergentes. Nesse cenário, Larissa aponta que o Brasil estaria em posição favorável em relação a seus pares, visto que a bolsa segue negociando a múltiplos abaixo da própria média histórica e inferiores aos de outros mercados emergentes, como México e Chile. Contudo, este não será o principal gatilho para as ações brasileiras nos próximos meses. Na avaliação de Larissa Quaresma, o maior impulso para a bolsa deve acontecer nos próximos 53 a 102 dias, com o primeiro corte na Selic. A analista destaca que a queda da inflação, tanto nas leituras mensais quanto nas projeções, aponta para um IPCA abaixo do teto da meta já no final de 2025. Além disso, dados apontam uma desaceleração da atividade econômica. Diante desse contexto, Quaresma aponta que o primeiro corte de juros poderia acontecer já na reunião de janeiro ou no encontro de março. Larissa aponta que “com a queda efetiva dos juros em 2026, os investidores locais podem finalmente retornar à bolsa”. Ela ainda destaca que a redução da Selic deve ser “um poderoso motor de crescimento de lucro para as companhias e conferindo fundamento à alta das ações brasileiras”. Nesse sentido, a estratégia da analista para a carteira que reúne as 10 melhores ideias para investir em dezembro é se preparar para “surfar” a possível alta das ações brasileiras. E você pode conhecer quais as ações recomendadas pelo analista para comprar agora de forma gratuita e mais, investir na carteira com poucos cliques. Próximo ‘gatilho’ da bolsa à vista: conheça as 10 ações recomendadas pela Empiricus e entenda com investir com poucos cliques Todos os meses, a Empiricus Research realiza ajustes na carteira com as 10 ações mais recomendadas para buscar valorização. Para dezembro, Larissa aponta que o foco é investir em ativos com maior sensibilidade aos juros e reduzir a exposição ao dólar e petróleo. Nesse sentido, uma das mudanças foi a substituição de Iguatemi (IGTI11) por Multiplan (MULT3). Contudo, este não foi o único ajuste do portfólio e além da ação de shopping há outros 9 papéis recomendados para comprar agora. A boa notícia é que você pode investir na carteira já com todas as mudanças de dezembro com poucos cliques. Isso porque, em parceira com o BTG Pactual, maior banco de Investimentos da América Latina, a Empiricus está oferecendo o investimento na carteira de forma 100% automatizada. Ou seja, você não precisa se preocupar em investir em cada ação separadamente, nem seguir o balanceamento da carteira, pois tudo isso já está pronto na plataforma do BTG Pactual. Então, se você deseja estar bem posicionado para poder “surfar” o próximo gatilho da bolsa brasileira, basta seguir estes três passos: Pronto. Com essas três ações você já seguirá as recomendações da Empiricus com a segurança e estrutura do maior banco de Investimentos da América Latina. Então, se você ficou interessado em conhecer as 10 ações recomendadas pela Empiricus, além da oportunidade de seguir a estratégia de forma automatizada, clique no botão abaixo:
Quais FIIs investir em dezembro? Analista seleciona setores mais promissores e indica 5 fundos imobiliários

Analista de fundos imobiliários da Empiricus liberou acesso a relatório completo com 5 FIIs para investir este mês. Após um novembro de mais volatilidade, o analista de fundos imobiliários da Empiricus Research, Caio Araujo, aponta que dois fatores foram os principais para o impacto no setor: “Há uma ansiedade no mercado envolvendo esse ambiente mais favorável para negócios que viria em função de uma queda desse juro de 15%. Os FIIs subiram em novembro, com a quarta alta consecutiva do Ifix, de 1,86%, apesar de algumas oscilações”, afirma Araujo. Fundos de escritório em alta e setor de crédito pressionado No desempenho setorial dos FIIs, a reviravolta positiva veio dos fundos de escritórios. “Houve um catch up em novembro. O setor perdeu representatividade na indústria com o cenário desafiador dos últimos cinco anos. No entanto, a parcela operacional, especialmente na cidade de São Paulo, tem melhorado, com a vacância em queda e os preços dos aluguéis subindo gradativamente”, analisa Araujo. Enquanto a melhora para os escritórios pode ter impulsionado o segmento, o setor de crédito imobiliário ficou para trás nesse mês, especialmente os fundos indexados à inflação. “Tem uma questão pontual envolvendo um recuo de rendimentos nessa categoria, dado que existia a correção monetária do crédito, indexada à inflação. Como a inflação está a nível mais controlado desde o início do semestre, alguns investidores costumam sair de alguns papéis nesse meio tempo, aliado a uma eventual maior atratividade dos tijolos em um ambiente de queda de juros”. De olho em 2026, Araujo avalia que o ritmo de corte da Selic deve permanecer predominando sobre os preços dos ativos e, consequentemente, os fundos de tijolos tendem a capturar melhor esse tipo de movimento. “O fluxo de capital da renda fixa para renda variável fica mais equilibrado, há uma revisão de valuation, eventuais fusões e aquisições começam a surgir. Então os fundos de tijolos costumam surfar esse movimento de queda de juros com maior atratividade”, comenta Araujo. O analista, entretanto, ressalta que esse movimento ainda requer uma carteira de FIIs devidamentediversificada. “Os próprios fundos de crédito atrelados à inflação, na minha percepção, são ativos interessantes para alocar nesse momento, dado essa queda no valor das cotas em novembro”. A seguir, o analista apresenta algumas de suas principais teses de investimento em fundos imobiliários para dezembro. Quais FIIs investir em dezembro? Analista revela seus preferidos Para o mês de dezembro, Araujo anunciou uma troca nos fundos de tijolos com a saída do Alianza (ALZR11). Na carteira, o ativo entregou um retorno de dois dígitos desde a entrada. “Continuamos gostando doa ativo, mas entendemos que é hora de trocar para um outro fundo: o Kinea Renda Imobiliária (KNRI11)”. Além do cenário se desenhando melhor para este papel, o analista aponta que há uma previsibilidade interessante de aluguel com boa parte dos contratos atípicos e uma possibilidade de reciclagem de carteira. Araujo também destaca as expectativas de dividendos interessantes do KNRI11, na ordem de 8% a 9% para o ano que vem, aliado a um potencial de ganho de capital. Em 2025, o principal índice de referência dos fundos imobiliários, o IFIX, acumula alta acima de 17,5%. Enquanto isso, a rentabilidade da carteira de FIIs mensal de Caio Araujo é de 24,5%. Para este final de ano, a equipe disponibilizou como cortesia o relatório com as teses de investimento de cada um dos cinco fundos e ainda uma análise macroeconômica para que o investidor possa entender o cenário por trás das recomendações. O relatório completo está com o acesso liberado no botão abaixo. Bons investimentos.
Dividendos ‘sintéticos’? Entenda movimento da Localiza (RENT3) para evitar IR aos acionistas

Entenda como vai funcionar o pagamento de dividendos da Localiza através da emissão de ações preferenciais e bonificação. O conselho de administração da Localiza (RENT3) propôs a emissão de ações preferenciais e um aumento de capital de R$ 2 bilhões, feito com parte da reserva de lucros da empresa. O movimento vem na esteira da efetivação da Reforma do IR que, entre outras pautas, criou uma alíquota fixa de 10% sobre dividendos acima de R$ 50 mil pagos por beneficiário a partir de 2026. Com isso, várias empresas da bolsa passaram a anunciar dividendos nas últimas semanas para que seus acionistas pudessem “escapar” da tributação. No entanto, a Localiza optou por uma estratégia diferente, parecida com a adotada pela Axia Energia (AXIA6), antiga Eletrobras. Entenda melhor como funciona esta divisão de proventos e ações a seguir. Como receber os dividendos da Localiza? Na sexta-feira (5), a companhia de locação e venda de veículos anunciou que os acionistas poderão votar na criação de novas ações preferenciais (PN), com os mesmos direitos das ações ordinárias. Os papéis poderão ser convertidos de ordinários para preferenciais ou resgatados até 2028, conforme critérios a serem definidos pelo conselho de administração. Isto é, não haverá diluição de acionistas nem será preciso adquirir novas ações. “As ações preferenciais então poderão ser resgatadas. É uma forma sintética de pagar dividendo, dando ao acionista a flexibilidade de escolher quando ele pode receber dentro de uma janela”, explica Quaresma. Se aprovada pelos acionistas, a operação incluirá um aumento de capital de R$ 2,1 bilhões por meio da emissão de ações bonificadas, na proporção de uma ação preferencial para cada 26 ações ordinárias detidas (1:26), sem custo para o investidor. Analistas do BTG Pactual estimam que o pagamento deve representar um dividend yield de cerca de 4%. “Para trazer uma segurança jurídica, eles fizeram uma estrutura em que não é preciso pagar o dividendo agora ou declarar o dividendo para pagar até 2028, o que poderia trazer alguma margem para interpretação jurídica, sobre a lei das Sociedades Anônimas”, explicou Quaresma. Os papéis começarão a ser negociados sem o direito à bonificação a partir do dia 30 de dezembro, e o crédito das novas ações está previsto para 5 de janeiro de 2026. A partir dessa data, o investidor poderá optar por converter as preferenciais em ações ordinárias ou resgatá-las, o que cria um efeito econômico semelhante ao pagamento de dividendos. É hora de comprar Localiza – e receber dividendos especiais? Com as perspectivas interessantes para as ações da Localiza, a analista reiterou a recomendação na empresa em sua carteira de 10 Ideias para investir em dezembro. Assim como a locadora de veículos, as outras 9 ações do portfólio recomendado estão em ponto de entrada atrativo e podem trazer bons retornos aos investidores em abril. Para conhecer todas as recomendações da carteira de 10 ideias, que já rendeu 34,7% em 2025 até novembro (ante 32,3% do Ibovespa), basta clicar neste link ou no botão abaixo. O acesso é 100% gratuito.
Motores atuais da bolsa, bancos manterão fôlego com queda da Selic?

Se esses papéis foram uma trincheira contra juros altos, para o próximo ano, a história muda de figura: o alívio monetário, a tributação de dividendos e as eleições exigirão seleção criteriosa desses nomes O setor financeiro se transformou de porto seguro em motor das carteiras de renda variável em 2025. As cinco ações mais negociadas do segmento respondem por 8,4 pontos percentuais da alta de quase 34,5% do Ibovespa no ano (até 3 de dezembro). No mesmo período, o Índice Financeiro (IFNC), que reúne apenas os papéis desse setor, saltou mais de 49%. Contudo, os bancos chegam ao fim do ano em uma bifurcação. Se nos últimos meses o setor foi uma “trincheira” para os investidores da bolsa contra juros altos, a tese para 2026 muda de figura: a queda da Selic, a tributação de dividendos e as eleições presidenciais exigirão uma seleção criteriosa. “O entendimento de que bancos são defensivos pode levar investidores a saírem do setor atrás de empresas sensíveis a juros”, diz Larissa Quaresma, analista da Empiricus, que associa a potencial saída dos papéis a uma visão reducionista sobre esse mercado. O setor também enfrenta escrutínio após o colapso do Banco Master, cuja liquidação extrajudicial trouxe temores sobre a saúde do sistema. Mas analistas descartam risco sistêmico – o que não é dizer que os bancos não pagarão essa conta. “Embora impacte o sentimento de curto prazo e a reputação, os grandes bancos possuem controles de risco muito superiores. A recomposição do FGC [Fundo Garantidor de Créditos] pode exigir provisões pontuais, mas não compromete os fundamentos”, pondera o analista-chefe da Terra Investimentos, Régis Chinchila. Sobre os proventos (leia-se dividendos e juros sobre capital próprio), a visão é de continuidade, apesar da tributação. O Itaú, por exemplo, antecipou dividendos referentes a 2025 para dezembro deste ano, para aproveitar a isenção fiscal, o que deve reduzir matematicamente o índice de rentabilidade do banco em 2026, mas não altera a sua política de distribuir entre 50% e 60% do lucro. O rali continua Em 2025, a performance do setor foi estelar: o BTG subiu mais de 110%. Mas foram as instituições financeiras mais tradicionais que carregaram o piano, com maior contribuição para o desempenho do Ibovespa. O maior em peso no índice entre os ativos do segmento, a ação do Itaú avançou mais de 61%, enquanto a do Bradesco aparece na sequência, com alta de 78%. Em Nova York, o setor também não fez feio: Inter saltou 115%, enquanto XP e Nubank acumulam cerca de 70% de valorização. Para analistas, há fôlego para mais em 2026, mas os vetores mudam: sai a defesa da margem financeira e entra a aposta na qualidade do crédito. A Terra Investimentos projeta um rali moderado, ancorado na Selic caindo para 12,5% até o fim do ano e expansão de crédito de até 8%. “Isso alivia custos, estimula consumo e reduz inadimplência“, avalia Chinchila. Acontece que esse movimento não será uniforme. Quaresma chama a atenção para os diferentes graus de sensibilidade a juros dentro do setor bancário. Por isso, alguns nomes caíram na zona de risco. É o caso do Banco do Brasil, que vive uma situação singular. Com a única ação do setor no vermelho em 2025, apesar de estar com múltiplos de preço descontados, o banco enfrenta ventos contrários operacionais e políticos. A inadimplência no agronegócio, setor vital para a instituição, segue alta e só deve apresentar melhora consistente a partir do segundo trimestre de 2026. “A própria diretoria do banco sinalizou na teleconferência de resultados que espera um retorno sobre o patrimônio [ROE] próximo a 15% no próximo ano. O que não é muito diferente do que vão entregar em 2025, mas já é uma melhora substancial em relação aos últimos trimestres“, reflete Quaresma. Na frente de distribuição de dividendos, o Banco do Brasil já sinalizou que deve manter no próximo ano sua política de pagamento de 30% dos lucros, inclusive referente ao resultado de 2026. A questão, portanto, é qual será o tamanho do bolo que o banco terá para dividir. A analista da Empiricus também alerta para o impacto das eleições presidenciais, já que o Banco do Brasil fica sujeito à volatilidade das pesquisas: cenários de intervenção derrubam o papel, enquanto acenos de privatização ou eficiência o impulsionam. A recomendação da casa para a ação é neutra. Os favoritos Para os bancos tradicionais em geral – que têm parte do patrimônio investido em títulos do Tesouro de vencimento no curto prazo – , embora o corte da Selic costume pressionar a rentabilidade do capital próprio, o ciclo de 2026 traz compensações importantes que invertem essa lógica. A principal delas é a redução da inadimplência. Além da melhora no crédito, essas instituições tendem a capturar valor na tesouraria, explica Quaresma. Com a queda dos juros futuros, os títulos de renda fixa que compõem o patrimônio dos bancos se valorizam – reflexo de um movimento conhecido como marcação a mercado, que mostra os preços dos ativos no mercado secundário. Para a Empiricus, como Bradesco e Santander dependem mais dessa linha de receita do que seus pares, a virada de ciclo tende a ser mais positiva para suas ações. Outra frente favorecida é a do custo de captação. Juros menores barateiam o dinheiro que as instituições tomam emprestado para financiar seus clientes, o que beneficia fintechs e bancos voltados ao crédito massificado. É neste contexto que o Nubank aparece como destaque. “O Nubank tem um custo de captação que fica entre 85% e 90% do CDI [índice de referência para a renda fixa que segue de perto a Selic]; com a taxa básica caindo, esse benefício se reflete na margem de lucro“, diz Quaresma. A Empiricus tem indicação de compra para o ativo. A aposta é corroborada pela equipe do Itaú BBA, que mantém a ação entre os destaques de recomendações. Em relatório, o estrategista de ações da casa Igor Caixeta aponta, ainda, que a isenção de imposto de renda para faixas salariais mais baixas libera renda disponível para as famílias, beneficiando a base de clientes do Nubank e abrindo espaço para venda de produtos como crédito consignado. Ainda assim, o Itaú permanece como escolha defensiva e unânime entre as casas de análise pela consistência de entrega do banco. A Terra Investimentos projeta um preço-alvo para ação do banco de R$ 47 (potencial de alta de 11%) e retorno em dividendos próximo de 7% em 2026. Já o BTG Pactual corre em raia própria: a avaliação é de que o banco